Os Landmarks — termo que, em tradução livre, significa “marcos” — são considerados as mais antigas leis que regem a Maçonaria Universal, caracterizando-se por sua ancestralidade e perpetuidade. São eternos e imutáveis; enquanto a Maçonaria existir, os landmarks permanecerão os mesmos, tal como foram há séculos.
Os ‘Landmarks’, ou ‘marcos fundamentais da Maçonaria’, constituem os princípios imutáveis que sustentam a estrutura espiritual, moral e organizacional da Arte Real. Albert G. Mackey, um dos mais influentes estudiosos maçônicos do século XIX, sistematizou 25 desses ‘Landmarks’ que, embora não universais em aceitação, são amplamente respeitados por sua profundidade e fidelidade à tradição.
“Não mudes os antigos marcos que teus pais fixaram.”
(Provérbios 22:28)
A seguir, apresentam-se os Vinte e Cinco Landmarks compilados por Albert G. Mackey, considerados fundamentos inalteráveis da Arte Real:
I – Os processos de reconhecimento são legítimos e inquestionáveis, não admitindo alteração de qualquer espécie. Sempre que modificados, as consequências posteriores comprovaram o erro cometido.
II – A divisão da Maçonaria Simbólica em três graus — Aprendiz, Companheiro e Mestre — constitui um Landmark preservado de alterações, apesar das tentativas de inovação indevida.
III – A lenda do Terceiro Grau é essencial e respeitada em todos os ritos. Embora as fórmulas variem, a essência da lenda do Construtor do Templo de Salomão permanece imutável.
IV – O governo da Fraternidade por um Oficial denominado Grão-Mestre, eleito pelo povo maçônico, é um Landmark presente desde antes da existência das Grandes Lojas.
V – É prerrogativa do Grão-Mestre presidir todas as reuniões maçônicas, seja na Grande Loja ou em qualquer Loja subordinada de sua obediência.
VI – O Grão-Mestre pode conceder licença para conferir graus fora dos prazos normais exigidos pelas leis maçônicas.
VII – É prerrogativa do Grão-Mestre autorizar a fundação e manutenção de Lojas, conhecidas como “Lojas Licenciadas”, cuja existência depende exclusivamente de sua vontade.
VIII – O Grão-Mestre pode criar Maçons por sua deliberação, convocando uma Loja de Emergência ou Ocasião, composta por Mestres-Maçons.
IX – A reunião dos Maçons em Lojas é um Landmark fundamental, sendo que, originalmente, essas reuniões eram temporárias e dissolviam-se após o objetivo ser cumprido.
X – O governo de uma Loja por um Venerável e dois Vigilantes é essencial para a sua validade.
XI – É indispensável que um Templo esteja a coberto durante suas reuniões, cabendo ao Guarda do Templo garantir a inviolabilidade dos trabalhos.
XII – Cada Irmão possui direito representativo nas reuniões da Fraternidade, ainda que tal representação seja exercida pelas Luzes de sua Loja.
XIII – Todo Maçom tem direito de recorrer das decisões de sua Loja à Grande Loja ou Assembleia Geral.
XIV – O direito de visitar e tomar assento em qualquer Loja é universalmente reconhecido.
XV – Nenhum Irmão desconhecido pode adentrar um Templo sem ser examinado e reconhecido, salvo se for pessoalmente atestado por um Irmão da Loja.
XVI – Nenhuma Loja pode intervir em assuntos internos de outra, nem conferir graus a Irmãos de outro quadro.
XVII – Todo Maçom está sujeito às leis da jurisdição maçônica onde reside, mesmo que não seja obreiro ativo.
XVIII – Candidatos à Iniciação devem ser livres, de nascimento livre, maiores de idade e sem mutilações ou defeitos físicos incapacitantes, sendo vedada a admissão de mulheres.
XIX – A crença no Grande Arquiteto do Universo é requisito absoluto para a Iniciação.
XX – É exigida a crença em uma vida futura.
XXI – É indispensável, em Templo, a presença de um Livro da Lei, de acordo com a crença dos obreiros, representando a vontade do Grande Arquiteto do Universo.
XXII – Todos os Maçons são absolutamente iguais no interior do Templo, sem distinções profanas.
XXIII – É Landmark a preservação do segredo dos conhecimentos adquiridos pela Iniciação, transmitidos somente a Irmãos regulares.
XXIV – A Maçonaria especulativa fundamenta-se em métodos operativos e simbolismo, preservando a Lenda do Templo de Salomão como ensinamento moral.
XXV – Os Landmarks são inalteráveis, não podendo sofrer acréscimos, supressões ou modificações, devendo ser transmitidos intactos às futuras gerações.



